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28/11/2016 11:00

Introdução alimentar: quando e como oferecer alimentos aos bebês?

A introdução alimentar é um assunto que gera muitas dúvidas. Quando, como, de que forma oferecer alimentos aos bebês? Esses são alguns questionamentos comuns entre os pais. Para esclarecer alguns mitos sobre esse tema, nós conversamos com a professora e nutricionista Anielle Chaves. Ela dá dicas importantes e explica que o respeito, a paciência e o amor são fatores primordiais nesse processo.

Departamento de Comunicação:. O bebê completou seis meses. Chegou a hora de introduzir alimentos. Há um método ideal para isso? Qual o caminho?

Anielle Chaves: Não há um método ideal para introdução de alimentos. Há uma abordagem centrada na família e bebê a qual deve estabelecer o método adequado para a introdução de sólidos de acordo com cada realidade. O caminho é que seja visto como um processo lento e gradual sendo guiado por respeito, paciência e muito amor.

Departamento de Comunicação:. De início, devemos oferecer quais alimentos?

Anielle Chaves: Não há uma regra para ordem de apresentação de alimentos. Teoricamente, e de modo generalista, aos seis meses, há indicadores orgânicos que apontam que o bebê estaria apto para receber alimentos de todos os grupos alimentares de forma lenta e gradual e respeitando o modo de apresentação seguro.

Departamento de Comunicação:. É normal o bebê não aceitar de imediato?

Anielle Chaves: Sim. Extremamente normal. O bebê estava apenas adaptado a receber leite fluido – seja do seio materno ou fórmulas artificiais –  e, agora, é exposto a diversos sabores, texturas, além de ser retirado do aconchego da mãe na hora da refeição e posto, geralmente, no cadeirão para alimentar-se. Demorará um certo tempo para que ele entenda o novo modo de saciar a fome.

Departamento de Comunicação:. Mesmo depois de introduzir novos alimentos, é importante manter o leite materno?

Anielle Chaves:  A manutenção do aleitamento materno é extremamente importante devendo ser estimulado de modo exclusivo até os 6 meses e prolongado  por no mínimo os dois primeiros anos da criança.

Departamento de Comunicação:. Caso aconteça o desmame é preciso inserir o leite artificial na alimentação do bebê?

Anielle Chaves: Sim. Na fase da alimentação complementar – 6-12 meses- o bebê denominado lactente, deve receber, de modo ideal a fórmula láctea - no caso da impossibilidade do leite materno - que será complementado pela alimentação.

Departamento de Comunicação:. Com 6 meses o bebê deve realizar quantas refeições?

Anielle Chaves: Depende da abordagem de introdução escolhida pela família e particularidades do bebê. De modo geral no primeiro mês deve ser oferecido o lanche da manhã e tarde – frutas - que serão alternados com o aleitamento materno em livre demanda ou a fórmula artificial orientada, porém outros esquemas podem ser orientados respeitando a rotina alimentar da família, não havendo uma regra.

Departamento de Comunicação:. É mito ou é verdade que é melhor oferecer a fruta in natura do que o suco? Por quê?

Anielle Chaves:  Verdade. Tem sido recomendado o não oferecimento de suco a menores de 1 ano, sobretudo por diminuir o teor de fibras e a oportunidade de desenvolver o processo mastigatório.

Departamento de Comunicação:. Peixe e ovo devem ser oferecidos para bebês de quantos meses?

Anielle Chaves: Ambos podem ser oferecidos aos 6 meses tomada as devidas precauções  especialmente para bebês com história de alergias alimentares na família.

Departamento de Comunicação:. É importante manter uma rotina alimentar?

Anielle Chaves: Sim. Porém na fase da alimentação complementar a rotina não deve ser considerada seriamente. Deve respeitar os sinais de fome e saciedade do bebê, assim como o seu interesse pelo alimento. Se não é a hora dele explorar esse mundo maravilhoso, haverá um outro momento de oferecê-lo, e tudo estará bem.

Departamento de Comunicação:. Deixe algumas dicas para as mamães.

Anielle Chaves: Que seja promovida uma alimentação competente e responsável com atenção aos sinais internos de fome e saciedade do bebê para que sejam cultivadas habilidades de auto-regulação e auto-controle de ingestão, uma vez que há evidências de que ao longo prazo são  práticas que determinam hábitos de vida e crescimento saudáveis, reduzindo as chances de desnutrição ou sobrepeso.

Nesta fase, devem-se oferecer os alimentos de forma oportuna, segura e de modo adequado, buscando auxílio dos profissionais de saúde.