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28/03/2017 12:00

Alunos do curso de Fisioterapia vivenciam práticas na APAE

Os alunos do 7º período do curso de Fisioterapia têm a oportunidade de ter contato com pacientes atendidos na Associação de Pais e Amigos de Exepcionais – APAE, em João Pessoa. Essa prática faz parte da disciplina Fisioterapia na Saúde da Criança e do Adolescente, ministrada pela professora Alinne Marcolino.

Segundo a professora, os alunos vivenciam desde a avaliação até a realização do tratamento. “Durante essa disciplina eles passam a ter esse contato com as crianças que têm alguma deficiência. Então, eles criam vínculos afetivos, avaliam as crianças, propoem o tratamento, sempre com a surpervisão do professor, e realizam a conduta, estimulando as crianças a ganharem força, movimento e assim evoluir em relação a sua função”.

Conhecimento em prática

Alinne conta que é possível conhecer mais sobre o tratamento de diversas patologias “Os alunos vivenciam na prática diversas patologias, das mais variadas idades. Nós temos crianças, desde recém nascidos, na primeira semana de vida, até adolescentes. Temos crianças que apresentam as síndromes genéticas, a mais comum é a Síndrome de Down, mas também temos pacientes com paralisiacerebral, com algumas patologias mais raras, como a distrofia muscular. Com isso, eles têm um vasto conhecimento em relação as diversas patologias”.

Benefícios da Fisioterapia

A professora Alinne conta que a Fisioterapia oportuniza resultados tanto para os pacientes quanto para os alunos em formação. “Nos pacientes, a partir da estimulação precoce nós conseguimos estimular o desenvolvimento de etapas, desde o rolar, o controle cefálico, até o sentar, a possibilidade de diambular, de andar, de ter a independência. A gente trabalha como um todo a coordenação, o equilibrio, fortalece vínculos com a equipe inteira. A APAE oportuniza esse trabalho de uma equipe multiprofissional. Criamos um vínculo muito grande com a família, então os alunos aprendem a como orientar os pais e cuidadores. É um trabalho muito rico de aprendizado e troca de conhecimento”.

Resultado positivo

Ana Karolina Xavier é mãe da paciente Maria Laura, de 10 meses, que é portadora da Síndrome de Down, e afirma que todo o acompanhamento está sendo fundamental. “A princípio foi um choque descobrir a síndrome, por não esperar essa notícia, mas só foi no primeiro momento. Um dia após o nascimento de Laura a APAE estava lá me auxiliando, e desde os seus 11 dias de nascida ela iniciou a Fisioterapia aqui. Os alunos são maravilhosos porque auxiliam na interação dela também, quando eles estão aqui ela interage melhor. Ela já está sentando, já está querendo engatinhar, tudo graças a eles e a professora. Eu sou muito grata a eles, e indico muito para outras mães”.

Dioneide Sales conta que a Fisioterapia é de grande importância para o bom desenvolvimento de sua filha. “Esse trabalho feito aqui está sendo de grande importância para ela. A partir do momento que começou a ter esse acompanhamento aqui na APAE percebi um grande desenvolvimento dela, nota dez. Hoje com 11 meses, já está ficando em pé, dando os primeiros passos, e antes ela era mais molinha”.

Experiência gratificante

A aluna Larryssa Grazyella conta que essa é uma oportunidade para grandes aprendizados. “Essa experiência tem sido muito gratificante, é uma oportunidade de ir além das fronteiras da Faculdade e isso nos dá segurança para quando chegarmos no mercado de trabalho. No início eu cheguei com receio de não saber direito como manusear, com medo de machucar, mas a partir do segundo atendimento eu comecei a me aproximar e ter um carinho pelos pacientes, executando as técnicas junto com a professora Aline. A Fisioterapia sempre foi a minha escolha, principalmente essa área neurológica, que eu sempre gostei. Eu vim de uma cidade do interior em 2014 para realizar o meu grande sonho e me tornar fisioterapeuta, e estou quase lá”.

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