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10/04/2017 10:00

Prisão de ventre - Causas e tratamento

Muitas pessoas têm prisão de ventre, mas nem todas sabem as reais consequências que isso pode ocasionar ao organismo. “Constipação ou prisão de ventre, ou intestino lento é uma dificuldade no movimento intestinal, a contração do intestino vai ficando muito mais lenta, e isso diminui a frequência de evacuação”, explica a nutricionista Mônica Lima.

Sintomas

Sobre os sintomas, Mônica destaca. “A gente identifica algumas situações que podem fazer parte desse diagnóstico: a dificuldade de evacuar, ou então a dificuldade de ir ao banheiro, você pode até evacuar, mas tem dificuldade de que aconteça, ou a sensação de evacuação incompleta, muito esforço, dor, sangramento e barriga inchada; e a questão da consistência das fezes, ressecadas e endurecidas”, ressalta.

Alimentação equilibrada

De acordo com a nutricionista a alimentação é um ponto chave para esse problema. “A prisão de ventre pode ser causada por uma deficiência de líquido na dieta. Às vezes só de colocar mais água na dieta, sem mexer em mais nada já resolve o problema. Pode ser também por uma deficiência de fibras. Por isso, uma dieta equilibrada com líquidos e fibras, facilita muito o movimento intestinal”.

Outras causas

Algumas doenças também podem causar a prisão de ventre. “O câncer, a síndrome do intestino irritável, a doença celíaca, que pode causar diarreia, mas também a constipação, e a questão de uso de medicamentos, que pode dificultar o bom funcionamento intestinal. Qualquer coisa que diminua a quantidade de contrações do intestino pode causar a prisão de ventre”, conta a nutricionista.

Alimentos que prejudicam

Segundo Mônica alguns alimentos podem prejudicar o funcionamento do intestino. “Os alimentos que podem piorar são aqueles ricos em massa e farinha, como: bolo, pão, macarrão branco, porque eles fermentam mais e podem deixar as fezes mais duras. Algumas pessoas se sentem mal também quando comem carne em excesso, porque a digestão é dificultada”.

Alimentos aliados

Da mesma forma existem os alimentos que facilitam o movimento do intestino. “Para tratar esse problema temos que buscar os alimentos que deixem as fezes mais fáceis de serem eliminadas, aí vem o que a gente chama de dieta laxante, que é baseada no consumo alto de frutas, verduras e legumes. As principais frutas são: mamão, laranja com o bagaço, ameixa, manga. Todas as verduras cruas ajudam muito, e alguns legumes como maxixe, quiabo e jerimum também contribuem. As fibras são a aveia, linhaça, chia e gérmen de trigo. Todos os feijões, ervilhas, lentilhas e grão de bico podem ser usados também por causa da fibra. É interessante dá preferência as carnes mais magras, como peixe e frango porque eles facilitam a digestão. É possível utilizar também as gorduras boas encontradas no abacate, no azeite, óleo de linhaça, sementes de girassol, castanhas e amendoins”, enfatiza Mônica.

A importância da água

Segundo Mônica, o consumo de água é primordial para evitar a prisão de ventre. “Nunca podemos esquecer de beber água, porque não adianta aumentar as fibras se a água não está sendo ingerida na quantidade correta, isso pode piorar o funcionamento do intestino. Associado a fibra tem-se que colocar pelo menos 2 litros de água por dia”.

Os perigos da prisão de ventre

A nutricionista alerta para os perigos da prisão de ventre. “As pessoas acham que a constipação é uma coisa simples, que todo mundo sabe tratar, e que uma hora vai se acostumar com aquela situação. O que eu ouço muito de pacientes é: tenho prisão de ventre, fico uma semana sem ir ao banheiro, mas já me acostumei. Então, o que a gente mostra a população é que não é algo para se acostumar, porque não é algo normal. A prisão de ventre pode causar hemorróidas, fissura anal e inclusive câncer de intestino, e muita gente não sabe. Esse é um problema que deve ser tratado e não pode ser deixado de lado. Se você sentir qualquer desconforto persistente, procure um especialista para fazer o tratamento porque outros problemas piores poderão surgir”, explica. 

Orientação médica

Mônica ainda alerta. “A partir do momento que você sentir algum incômodo procure um médico, que dependendo do seu caso irá lhe encaminhar para o nutricionista, para que o você receba todas as orientações alimentares, a maioria das causas a gente consegue tratar pela alimentação”.