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30/10/2017 12:00

Alunos do curso Medicina participam de atendimentos domiciliares

Os alunos do 2º período do curso de Medicina da Ciências Médicas já vivenciam na prática um pouco da rotina médica. Essa prática, que faz parte da disciplina Atenção à Saúde II, ministrada pela professora Lucineide Alves, acontece na Unidade de Saúde da Família I e II, no bairro Altiplano.

De acordo com a professora Lucineide os alunos se dividem em duplas para acompanhar as famílias da Unidade. “Cada dupla de alunos é responsável por uma família. Eles vão quinzenalmente nas casas fazendo a visita e elaborando o plano de cuidado. Ao final do período eles traçam o plano de cuidado para o paciente e também para toda família. Eles vão com os agentes de saúde, cuidam da família, conversam com eles, entendendo um pouco mais de como é a dinâmica da família, como é a relação, e quais as necessidades reais deles. Geralmente são famílias que necessitam de um maior apoio e algumas necessidades especiais”, afirma.

Importância da prática

Lucineide afirma que a experiência já no início do curso valoriza ainda mais a formação do aluno. “Essa disciplina é importante porque eles têm contato maior desde o início do curso com o usuário do serviço de saúde, fazendo essa interlocução para saber como acontece o processo de cuidado. E que cuidado é esse? Às vezes é um cuidado que não precisa de algo tão intervencionista, com exames especializados, um medicamento, mas precisa de um cuidado que envolva o indivíduo envolvido no contexto familiar. Os alunos passam a entender como é que a relação familiar possa intervir no processo saúde doença e que tem que pensar na pessoa como o todo. Eles tem a parte teórica, onde a gente discute a demanda e depois vão realizar a prática, unindo as duas”, explica.

Potencializar ações

Mayara Lima é gerente da Unidade de Saúde e para ela a presença dos alunos potencializa ainda mais as ações e atendimentos. “É bem interessante, porque a gente consegue ter alunos de várias formações na área da Saúde e eles nos auxiliam para potencializar as ações que realizamos, qualificam os atendimentos, de forma que a gente também aprende com eles, sempre vem uma ideia nova, a criatividade. Então, eles aprendem e a gente ganha ainda mais”, diz.

Conhecimento em prática

Para a agente de saúde Fabrícia Sousa existe uma troca de experiências muito positivas.“Eles trazem o conhecimento deles e nós também mostramos a realidade da parte prática. Eles vão conhecendo como é o território, como são as características, as abordagens que a gente utiliza.E as famílias que recebem eles gostam muito, se sentem mais importantes, porque estão sendo mais assistidos. Quase sempre os alunos desenvolvem um tratamento para aquele usuário, de acordo com as patologias”, conta.

Valorização da formação

A aluna Roberta Queiroz conta que essa prática valoriza ainda mais sua formação médica. “Está sendo muito legal essa experiência, é algo que está engrandecendo a minha formação, está fazendo com que nos tornemos pessoas melhores. É algo que não tem preço, o módulo estar proporcionando isso para a gente é muito interessante. Tudo isso aproxima a gente da Comunidade, entendendo ela no contexto biopsicossocial, conhecendo a forma de vida, e como ela se relaciona com outras pessoas”, afirma.

Para a aluna Laís Oliveira está sendo uma experiência bastante enriquecedora. “É o primeiro contato que a gente está tendo enquanto acadêmicos de Medicina com os usuários da Unidade de Saúde, em que a gente se aproxima deles e passamos a entender muita coisa do processo saúde e doença deles. Conhecendo mais suas rotinas nós vemos todo o contexto da família e vemos quais são as doenças mais prevalentes nela, para a gente trabalhar mais em uma forma de prevenção de doenças e promoção da saúde”, pontua.

Troca de experiências

Gabriela Zírpoli também é aluna do 2º período e acompanhou uma mãe durante a gravidez. “Nesse período a gente pode conhecer um pouco mais da família da Fabiana, que estava gestante, e eu também estou gestante.Então foi uma troca de experiência muito bacana, eu podendo orientar ela, mas ela também já me passou muita coisa das experiências de vida, visto que é o quarto filho. E é gratificante terminar a visita vendo o resultado final, segurando o bebê nos braços. E a gente fica muito feliz”, conta.

Fabiana da Silva recebe a visita das alunas em casa. “Para mim foi muito bom ter essas visitas das alunas, souberam me orientar melhor sobre o pré-natal, porque no começo eu realmente não fazia direito e já estava no 4º mês. É ótima a companhia delas, nos dá mais segurança”, afirma.  

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