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05/09/2016 10:00

Nutrição x autismo

O interesse pelo autismo aconteceu devido ao diagnóstico de um menino da família com Autismo (Síndrome de Asperger ou Transtorno de Espectro Autista-TEA).

 A pesquisa me respaldou, de forma científica e pessoal. O estabelecimento de vínculo com meu sobrinho-neto (ele adora Nutrição, tem um vídeo no You tube no qual ele fala em Alimentação Saudável quando tinha 3 anos) fortaleceu meu interesse.

Após assistir a palestra de Claudia Marcelino, autora de livro e apostila sobre o tema e graduanda em Nutrição, o interesse consolidou-se. Como Coordenadora do Curso de Bacharelado em Nutrição da Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba, já havia orientado o corpo docente a introduzir o conteúdo nas disciplinas afins da graduação e da Pós-graduação em Pediatria que vamos lançar, para que possamos formar os profissionais em Nutrição e especialistas, aptos a prescrição dietoterápica adequada.

Segundo Claudia Marcelino, a nutrição atua preventivamente melhorando o quadro patológico e a qualidade de vida do autista e suas relações interpessoais.

As condições básicas no TEA que com intervenção nutricional  na prevenção secundária , atuam na saúde e  na qualidade de vida do autista são (MARCELINO, 2016)

·  Inflamação no intestino e intestino permeável;

·  Deficiência de Nutrientes;

·  Aumento de fungos;

·  Metilação e sulfatação inadequada;

·  Produtos de glicação;

·  Dietas hiperglicêmicas;

·  Dietas com alimentos com alto teor de glifosato;

Ainda na prevenção, só que desta feita primária, deve-se ter o cuidado com a vitamina D no período pré e pós gestacional (três meses) visto que as pesquisas recentes têm relacionado a hipovitaminose D ao autismo,  como também após com diagnóstico de TEA pelas deficiências de nutrientes e confinamento (TOSTES et all, 2012).

A alimentação com alto teor de alimentos processados e ultraprocessados, os quais utilizam na sua composição soja e milho transgênicos ou o xarope de milho transgênico  na sua composição estão relacionados ao diagnóstico de TEA pela presença de glifosato (ROIG, 2013).

Diante do exposto, podemos inferir que a terapia nutricional é fator fundamental na melhora da saúde e qualidade de vida pessoal e interpessoal do autista.

Breves recomendações aos cuidadores dos indivíduos com autismo:

· Alimentação sem glúten, sem lactose, sem glifosato;

· Baixo consumo de carboidratos simples

· Alimentação sem produtos processados ou ultra processados ( com aditivos químicos)

· Reduzir consumo de: cereais matinais, biscoitos e batatas do tipo chips ou fast food;

· Reduzir consumo de gordura saturada e gordura submetida a altas temperaturas;

·  Evitar o consumo de proteínas submetidas a altas temperaturas;

· Controle de processamento de tempo e temperatura de cocção , usar temperaturas de 100 graus, cozimento de imersão em água por curto tempo;

· Uso de alimentos com alto teor de vitamina C;

· Uso de alho cru em lâminas  nas saladas de verduras.

Referências

BARBOSA,J.H.P et all. Produtos da glicação avançada dietéticos e as complicações crônicas do diabetes. Rev. Nutr. Campinas, 22(1):113-124, jan./fev., 2009

MARCELINO,C. A intervenção Nutricional no Autismo. Disponível em: https://issuu.com/claudiamarcelino/docs/apostila_interven____o_nutricional__7630a9d2149057. Acesso: 25 de julho de 2016.

TOSTES, et all. Baixos níveis séricos de 25-hidroxivitamina D (25-OHD) em crianças com autismo. Trends Psychiatry Psychother. vol.34 no.3 Porto Alegre July/Sept. 2012