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11/10/2016 13:00

Dia Mundial da Alimentação 2016

O tema escolhido pela FAO foi “O clima está mudando. A alimentação e a agricultura também”, para o Dia Mundial da Alimentação 16 de outubro em 2016 (DMA 2016). Urge, que reexeminemos a nós mesmos, para que possamos planejar ações efetivas de aspectos individuais e coletivos, sob o ponto de vista, micro, macro e global, capazes de minimizar os danos causados ao meio ambiente, os quais afetam significativamente a qualidade de vida e consequentemente a saúde do homem.

Segundo Firmino e Fonseca (2016), o planeta modificado pela industrialização e pela atividade agrícola não conservacionista, vem sofrendo com as transformações ambientais desde a Revolução Industrial. A contaminação da água e do solo, pela indústria, urbanização sem controle de saneamento básico, o desmatamento para expansão do agronegócio e de uso indevido da madeira sem replantio e conservação do solo, o incentivo das monoculturas/comodities para produção de biocombustíveis em detrimento da produção de alimentos, têm causado o prejuízo ao meio ambiente e causado danos na camada de ozônio com piora do efeito estufa, Os gases de efeito estufa- GEE, identificados são: dióxido de carbono-CO² ( combustíveis fósseis, petróleo e gás natural); gás metano- CH 4, aterros, reservatórios hidroelétricos, criação de gado, cultivo de arroz,, sendo este 21 vezes maior que o CO²; óxido nitroso- N²O, tratamento de dejetos de animais, uso de fertilizantes, queima de combustíveis fósseis e alguns processos industriais, 310 vezes maior que o CO²; hexafluoreto-SF 6, utilizado como isolane térmico e condutor de calor, 23.900 vezes maior que CO² e os , hidrofluorcarbonos- HFCs e perfluorcarbonos-PFCs, 140 a 11.700 e 6.500 a 9.200 vezes maior que o CO² respectivamente.

 A redução da produção agrícola de alimentos para consumo humano, aumenta o preço, reduz a aquisição e aumenta o consumo de alimentos ultraprocessados, mais baratos e de fácil acesso, aumentando a prevalência de Doenças Crônicas Não Transmissíveis- DCNTs, principalmente em crianças,adolescentes e adultos jovens.

A transição nutricional que a população vem sendo alvo, tem modificado o padrão epidemiológico das DCNTs. A consequência disto é que, o que foi conquistado com o aumento  da expectativa de vida na atualidade no Brasil, vem sendo modificado pela má qualidade de saúde alimentar e o estilo de vida sedentário.

O desperdício de alimentos no Brasil agrava este cenário contribuindo com 8% da emissão de gases no efeito estufa.

Diante do exposto quais as medidas que precisam ser tomadas? Antes de tudo, políticas públicas capazes de atenuar os efeitos negativos a curto prazo, preveni-los  a médio prazo e zerá-los a longo prazo, através de instrumentos de comando e controle, como também econômicos e de comunicação.

Um dos exemplos a curto prazo é o incentivo a agricultura familiar e de subsistência,  o incentivo a  redução do consumo de carne bovina e ao desperdício de alimentos.

A educação nutricional é uma ferramenta eficiente para mudanças de hábitos alimentares inadequados, prevenção, promoção e recuperação da saúde, através da adoção de comportamentos alimentares conscientes e efetivos.

REFERÊNCIAS

FIRMINO R.G; FONSECA M.B. Uma discussão sobre os impactos ambientais causados pela expansão da agricultura: a produção de biocombustíveis no Brasil. Disponível em: <http://www.anppas.org.br/encontro4/cd/ARQUIVOS/GT4-795-675-20080510155652.pdf>. Acesso em 05 de outubro de 2016.

Día Mundial de la Alimentación. Disponível em: www.fao.org/world-food-day/2016/home/es/.  Acesso em 05 de outubro 2016

Ministério do Meio Ambiente. Efeito Estufa e Aquecimento Global. Disponível em: <http://www.mma.gov.br/informma/item/195-efeito-estufa-e-aquecimento-global>. Acesso em: 05 de outubro de 2016.