Módulo de Neurologia - teoria e prática consolidam o conhecimento do aluno


24/09/2018 13:13

Os alunos do 8º período do curso de Medicina da Ciências Médicas cursam o módulo de Neurologia de forma teórica e prática. O módulo, que é ministrada pelos professores Christian Diniz, Rodrigo Marmo, Ronaldo Bezerra e Saulo Serrano, além das aulas teóricas, dispõe de dois campos de prática, na FUNCEM - Fundação Cultural e Educacional Ciências Médicas e na Policlínica Ciências Médica em Cabedelo.   

Teoria e prática

Segundo o professor Christian Diniz a união da teoria com a prática é fundamental. “A teoria sem a prática não sedimenta conhecimento. Na minha aula eu sempre tenho mudar o perfil, para não ser só aquela aula expositiva. O que sedimenta o conhecimento é a prática, o leito do hospital, o paciente, que você visualiza no atendimento, a sintomatologia. É claro que a teoria é muito importante, mas se você discute um bom caso na prática é melhor do que uma boa aula, porque os alunos estão ali em contato com o paciente, analisando a alteração do exame físico, tudo isso é essencial. Não só com Neurologia, em todas as disciplinas”, afirma.

Aprendizado eficaz

Christian conta que os alunos saem da disciplina preparados para fazer um atendimento eficaz como médico generalista. “Na graduação a gente tenta sempre falar das patologias básicas em que o médico generalista conseguirá fazer o diagnóstico, como tratar uma dor de cabeça, como tratar um paciente parkinsoniano, com distúrbios no movimento, como se trata um paciente que chega com pressão intracraniana, entre outros. Então, ele sairá da disciplina sabendo fazer o primeiro acesso, o diagnóstico, sabendo conduzir o caso, aquelas patologias neuromusculares básicas. Obviamente o médico generalista tem que fazer um primeiro atendimento e tem que dá um diagnóstico. Então, a gente foca muito para essa questão básica. Tecnicamente falando ele tem que sair daqui fazendo um diagnóstico topográfico, que é a localização do problema, o diagnóstico etiológico, que é o conhecimento do que causou a doença, e o diagnóstico causológico, que tipo da doença”, explica.

Diferencial em provas de residências

O professor afirma que uma boa prática será o diferencial nas provas de residências para os futuros médicos. “A gente sempre forma os alunos da graduação para serem generalista, mas praticamente 97% querem fazer residência. Só que hoje em dia no Brasil todo, o estudo da parte teórica é feito praticamente pelo mesmo livro e apostila, mesmo caderno. Então, o diferencial, que antigamente era muito grande, quem acertava mais se dava bem, agora é diferente, e o que vai fazer a diferença é a prática, o currículo, esse é o grande diferencial, e é preciso compreender isso. Eu diria que a parte prática é 80% da sedimentação do conhecimento. Por isso, que aqui na Faculdade nós focamos muito nisso”, finaliza.